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Políticas adotadas para superar crise foram intervencionistas, afirma presidente do BC

Em meio à aprovação da PEC 55, sobre o teto dos gastos públicos, pelo Senado, que demonstra ao mercado uma nova postura do governo brasileiro de responsabilidade fiscal, a Columbia Global Center do Rio de Janeiro, da universidade norte-americana de Columbia, realizou, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o evento “Estratégia para o crescimento: a mudança do papel do Estado”.

O seminário reuniu importantes especialistas e economistas brasileiros e estrangeiros, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e do diretor executivo do Banco Mundial, Otaviano Canuto.

No primeiro painel, Goldfajn expôs os motivos que levaram o Brasil a atual recessão e apontou os caminhos que podem recolocar a economia brasileira na rota do crescimento, além do papel, da política monetária nesse contexto.

Segundo o presidente do Banco Central, a política econômica intervencionista e de expansão dos gastos para enfrentamento da desaceleração econômica foi um dos principais motivadores da desconfiança dos agentes econômicos e, consequentemente, da crise atual.

“Até 2010, as economias baseadas na exportação de commodities, como o Brasil, tiveram grandes ganhos, porém, quando veio a desaceleração, o País não respondeu da maneira positiva. O governo tratou a crise como um choque passageiro e não com a proporção que a crise se mostrou posteriormente. Aliadas a isso, as políticas públicas adotadas para superar a crise foram muito intervencionistas, alteraram os preços de produtos e serviços importantes para a economia como a gasolina, energia elétrica, entre outras. O intervencionismo gerou uma inflação reprimida e dúvidas sobre as regras do jogo, afastando investidores. Houve o que chamamos de desalavancagem”, apontou.

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